Mapeamento do Impacto do Design Biofílico e da Neuroarquitetura na Qualidade de Vida em Ambientes Hospitalares
DOI:
https://doi.org/10.21116/ri.v81i1.1233Resumo
A pandemia de COVID-19 evidenciou limitações projetuais nos hospitais
— ambientes frequentemente frios, ruidosos e pouco conectados à natureza —
intensificando estressores que afetam pacientes, familiares e equipes. Este estudo
realiza uma revisão sistemática qualitativa para mapear conceitos, práticas e
evidências do design biofílico e da neuroarquitetura aplicadas ao contexto hospitalar,
com foco em desfechos psicofisiológicos (estresse, ansiedade, dor, conforto,
satisfação) e implicações projetuais. O levantamento em bases acadêmicas (Google
Acadêmico, SciELO, Scopus, ScienceDirect) foi seguido de triagem, leitura crítica e
fichamento em matriz (metadados, método, amostra, variáveis ambientais,
indicadores e limitações), permitindo organizar achados por eixos: (1) luz natural e
vistas; (2) ventilação e conforto acústico; (3) vegetação, materiais e padrões
naturais; (4) legibilidade/wayfinding; (5) percepção de profissionais. Os resultados
preliminares convergem para a redução de estresse e ansiedade, melhora do humor
e da sensação de segurança, humanização do cuidado e satisfação da equipe
quando princípios biofílicos e diretrizes de neuroarquitetura estão presentes.
Persistem lacunas quanto a medidas quantitativas robustas e aplicações em
hospitais públicos brasileiros; assim, planeja-se converter as evidências em
checklists de diretrizes com parâmetros mensuráveis e aplicáveis ao SUS.
